Archive | Novembro, 2013

Encontro “Mobilidade Urbana” – 23/08/2013

27 Nov

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Fotos do Encontro; https://www.facebook.com/media/set/?set=a.398508956916871.1073741829.329471123820655&type=3

Encontro “Vida Noturna em Viçosa” – 03/08/13

27 Nov

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Fotos do Encontro: 

Café Filosófico debate sobre Arte Urbana no contexto atual – 26/06/13

27 Nov

ImagemNo decorrer da história do homem, a arte sempre esteve presente, passando por mudanças ou até mesmo iniciando-as. Sua própria definição veio se modificando com o passar dos tempos, mas, de fato, ela é a uma das principais formas de expressão humana. Com o desenvolvimento da sociedade moderna, grandes centros urbanos são formados e crescem cada vez mais, e, da mesma maneira, mudanças no ser humano e em suas atividades acompanham este processo, inclusive na arte dentro das cidades. Com o surgimento desta relação entre o indivíduo e a cidade, então, muitos debates se iniciaram, e as definições ainda não são específicas. Entretanto, podemos pensar na Arte Urbana como toda forma de expressão criativa em um ambiente coletivo.

Pautado por estas e outras reflexões, o Café Filosófico promoveu um debate acerca deste tema e buscou conciliar e abrir espaço para as diversas formas de visão da comunidade viçosense para um bate-papo muito produtivo. Neste encontro, que ocorreu no dia 22/06/2013, no Bar do Marcelo, contamos com a presença de Mariana Bretas, doutoranda em estética e teoria da arte e professora do curso de Jornalismo da UFV.

O debate teve seu início com uma apresentação da professora sobre seu trabalho e também sobre as reflexões que são realizadas na área. Para isso, foram utilizadas diversas imagens de artistas que realizam suas intervenções no ambiente urbano e que tem uma grande visibilidade. Mariana destacou a importância de se pensar a cidade como um espaço que influencia o cotidiano das pessoas e que leva a diferentes maneiras de se expressar. A cidade possui um imaginário, uma memória; o espaço urbano também é construído socialmente, e cada sociedade construirá um ambiente diferenciado, sendo este, muitas vezes, um reflexo das próprias pessoas – que irão construir e reproduzir o espaço urbano de diversas maneiras, por meio de suas formas de pensar, agir, sentir etc.

A professora também mencionou a relação entre a “arte marginal” (uma arte que não está envolvida nos meios tradicionais) e a “arte efêmera” (algo passageiro, transitório, de curta duração). A arte feita nas ruas pode ser passageira e momentânea, já que não há um sistema ou métodos definidos para preservá-la. Mariana ainda chamou a atenção do público para o papel da “indústria cultural e do consumo”, que muitas vezes absorve estas produções artísticas.

Finalizando sua fala, a convidada abordou a questão da arte produzida nos espaços públicos urbanos com algumas interrogações: quais os limites destas manifestações artísticas? Quais os limites das cidades? O ritmo de vida nos grandes centros é muito acelerado, o que muitas vezes impede que as pessoas reparem em muitas coisas. A ideia da arte urbana, então, seria “chamar a atenção em meio à correria”, coloca a professora. Dessa forma, ela encerrou sua apresentação levantando a seguinte questão: “Como reconhecer estas manifestações? Qual é a linguagem das ruas?”.

A partir deste momento, o debate foi aberto ao público presente, que levantou questões acerca das provocações feitas pela professora, com reflexões como: qual a relação da Arte Urbana e o homem? Como o ser humano tenta “deixar a sua marca” no ambiente em que ele vive? Também foram colocadas em foco questões polêmicas, como o projeto de higienização da cidade de São Paulo – que levou à destruição de diversas obras de grafiteiros, já que os muros da cidade foram pintados de branco -, além de vários outros temas que se dissolveram deste caso.

O conceito do que pode ou não ser considerado como arte também foi abordado. Um dos participantes se questionou acerca da arte produzida no contexto atual – em especial a Arte Urbana – e levantou a possibilidade dela ser considerada como “a morte da arte clássica e erudita ou o seu renascimento”.

O evento foi finalizado com a exibição do documentário Exit Through The Gift Shop, de 2010, que retrata a trajetória profissional do consagrado artista de rua Banksy.

Texto: Bruno Leite

Fotos do Encontro: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.431099400324493.1073741832.329471123820655&type=3

II Café com Livros – Dia 24 a 28 abril de 2013

27 Nov

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O II Café com Livros – Feira Literária de Viçosa, que ocorreu do dia 24 a 28 de abril contou com diversas atrações artísticas e culturais, mobilizando os moradores de Viçosa e a comunidade universitária. Com o objetivo de oferecer espaço a jovens artistas de Viçosa e região, além de promover diversos debates em relação a temas relevantes para a sociedade viçosense, o evento foi promovido pelo projeto Café Filosófico e Coletivo 103, contando, neste ano, com a participação e o apoio da Prefeitura Municipal de Viçosa.

Durante os cinco dias do evento, foi oferecida ao público uma programação diversificada: lançamentos de livros e conversa com os escritores; mercado de pulgas; espaço dedicado exclusivamente às crianças; oficinas de stencil/grafite e literatura sampler; inúmeras apresentações musicais; exibição de vídeos-poesias; além de debates em torno de literatura, cinema, direitos autorais.

Por meio do evento, foi possível perceber que a criação e promoção de eventos que buscam difundir e resgatar a cultura local são cada vez mais imprescindíveis e necessários. Através da participação interessada e antenada do público, observamos que as pessoas realmente querem – e de forma cada vez mais efetiva – discutir abertamente sobre os temas que lhes são importantes, e a cultura está certamente inserida nessa área.

Fotos do evento: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.365638070203960.1073741827.329471123820655&type=3

Vídeos: http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=wmeEMlcR5o8

http://www.youtube.com/watch?v=2DJxcsVadhU&feature=youtu.be

http://www.youtube.com/watch?v=ASqOQek_eLY&feature=youtu.be

Esporte e lazer pautam agenda de debate do Café Filosófico (26/04/13)

27 Nov

Cartaz de evento - Esporte e Lazer

A prática de esportes está quase sempre relacionada a uma atividade saudável e prazerosa. Mas será que praticar esportes é realmente uma forma de lazer? O último encontro do Café Filosófico abordou essa e outras questões, e contou com a participação de Deyliane Pereira, coordenadora do Projeto Esportivo Segundo Tempo; Ranah Manezenco, professora de Educação Física da UFV; Tommy Wanick, professor do grupo Capoeira Alternativa; além de Antônio de Paula Araújo, mais conhecido como Messias,
técnico de futebol da região.

Ranah iniciou o debate justamente levantando a questão se o esporte pode ser considerado uma forma de lazer e buscou desconstruir tal conceito. Para ela, o esporte existe como uma instituição já fundamentada, mas que, por fazer
parte de diferentes culturas, possui especificidades locais construídas por cada povo. Isso significa que quando falamos em esporte, devemos articular indivíduo e sociedade, ou seja, pensar num todo.

Existem duas conceituações do que seria o lazer, o ócio e o não trabalho. A caracterização do que é lazer e a possibilidade de o esporte se enquadrar nela depende do que cada sociedade considera como sua “hora do não trabalho” ou as características do seu “ócio”. De acordo com Ranah, no que tange à questão da saúde, esse debate pode se prolongar muito, pois se idealiza muito a questão do ser saudável, mas se esquece de questionar para que e para quem é essa qualidade de vida. O esporte é ótimo, afirmou Messias, mas como forma de competição ele pode ser bastante difícil.

O esporte é também realizado na “hora do trabalho”, não apenas no ócio, argumentou Deyliane. Para alimentar o sistema produtivista, as empresas hoje possuem horários voltados para a prática de atividade física entre seus funcionários. O esporte, como um todo, tem sido sempre voltado para o rendimento, seja ele físico, econômico ou competitivo. Não se pratica esporte
simplesmente pelo lazer, visamos sempre algum objetivo, seja enquadrar no “padrão de corpo saudável”, seja ganhar dinheiro ou até mesmo aumentar o rendimento do funcionário da sua empresa.

Tommy é professor voluntário de capoeira desde que chegou a Viçosa e, para ele, o esporte deve ser tratado como uma prática cultural singular de cada sociedade, mas isso não o desqualifica como uma opção de lazer. Ele afirmou que costumamos
considerar nossa hora de lazer aquela na qual não estamos “fazendo nada” ou estamos sentados num bar com os amigos, mas o lazer pode ser algo saudável. A capoeira, por exemplo, é um esporte que proporciona uma qualidade de vida física e mental, e que pode claramente ser vista como uma forma de lazer, por ter um caráter divertido e descontraído. Outro argumento fundamental abordado foi a desvalorização desse esporte em âmbito nacional. Tommy disse que no Brasil existe um bloqueio muito grande frente à prática de capoeira, o que não ocorre em muitos outros países, onde ela é estimulada.

Em relação à questão da desvalorização, obteve-se um consenso entre os convidados. Messias, por exemplo, argumentou que a grande dificuldade encontrada em Viçosa é “fazer funcionar”. Existem profissionais em diversas áreas esportivas na cidade, projetos de extensão dos mais variados, mas existe um “prazo de validade”, pois esses estudantes, quando se formam, vão embora
e não há uma continuidade dos projetos. O que falta, como afirmou Deyliane, são políticas públicas governamentais efetivas que visam uma melhoria dos projetos esportivos, tanto em âmbito estrutural – na construção de espaços para a sua prática – quanto profissional – na valorização destes. Pois, por não existir um prestígio devido, os profissionais da educação física se alocam nas academias de ginástica e deixam as outras práticas esportivas apenas para os momentos do “não trabalho”.

Mas não foram apenas os convidados que debateram o tema! Contamos também com uma participação massiva dos ouvintes,
que indagaram acerca de questões relevantes, como a acessibilidade, o investimento público no esporte de alto rendimento, o antagonismo entre o saber técnico e o saber prático, e também a normatização de um padrão de saúde. “No curso a gente pensa mais
no discurso”, respondeu Ranah, “não se trabalha a prática desse discurso e apenas persiste uma reprodução do já existente”.

Texto: Rachel Dornelas

Fotos do Encontro: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.431097163658050.1073741831.329471123820655&type=3